Os professores da rede municipal de Goiatins fizeram uma manifestação pacífica na praça Aprígio Cavalcante, na tarde dessa quinta-feira, 25/04/2013.
A mobilização, no último dia da greve nacional da educação, foi pra alertar a sociedade sobre a necessidade de mais respeito com os educadores por parte dos governantes.
Depois de falar sobre a conjuntura nacional e estadual, os líderes do movimento passaram abordar as questões municipais. Na oportunidade, reclamaram sobre a falta de esclarecimento por parte do executivo sobre a real situação das finanças do FUNDEB (pois, mesmo tendo aumentado o valor do repasse, este não repassado aos vencimentos da categoria). Afirmaram que já foram protocolados várias solicitações da documentação (folha analítica, freqüência, modulação e extratos bancários), e até agora não obtiveram uma devolutiva.
Fizeram um demonstrativo das perdas salariais da categoria, que chegam a R$ 4.316,80, sendo seis meses do piso de 2012 e os quatro primeiros meses de 2013.
Pediram o apoio e a compreensão da comunidade para a paralisação municipal que se inicia nessa sexta, 26. E que só retornam às atividades quando o gestor municipal se propuser a negociar a pauta de reivindicação que é:
- Regularização do pagamento dos servidores (além de não deixar atrasar, ter um dia certo para o pagamento e que sejam pagos todos os servidores no mesmo dia); - os servidores administrativos ainda não receberam o mês de março;
- Esclarecimentos sobre a folha de pagamento da educação (mostrar o valor real da folha e a relação de quem está recebendo pelos 40% e 60%);
- Disponibilizar os extratos da conta do FUNDEB de setembro/2012 a abril/2013;
- Correção do Piso Salarial Nacional (o piso salarial de 2013 já está em vigor desde janeiro e até agora não foi reajustado para os professores de Município de Goiatins);
- Pagamento ou negociação do retroativo (6 meses de reposição do ano de 2012 e os três primeiro meses de 2013);
- Valorização da categoria da educação;
- Padrões mínimos de funcionamento das escolas (estrutura física e material);
- Descentralização da verba da educação (com os débitos quitados);
- Cumprimento do PCCS para todos os níveis sem distinção;
- Retorno dos empréstimos consignados para a folha de pagamento (pois o banco está cobrando diretamente na conta do servidor, mesmo que este não receba seu salário);
Para encerrar, os líderes sindicais reafirmaram sobre a greve municipal e que só negociam com o executivo quando os documentos solicitados forem apresentados.
Durante a semana os professores estarão se reunindo para encaminharem as ações e prestar os devidos esclarecimentos aos pais que assim o desejarem.
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