Reunião de professores da rede municipal de Goiatins
As negociações começaram ainda em março, quando o prefeito municipal enviou proposta aos professores informando da falta de recursos para pagar os 22,22% de reajustes do Piso Salarial, e propôs algo em torno de 12%. Os professores não aceitaram a proposta e solicitaram audiência com o chefe do Poder Executivo para discutirem uma saída para o impasse.
O Sr. Prefeito, através de seus assessores, respondeu que não tinha recursos para atender os profissionais do magistério, mas não abriu seu gabinete para receber os representantes da categoria. “Diante da situação de descaso com que o Poder Executivo vem tratando os profissionais da educação (não recebe os representantes) é que a categoria resolveu paralisar suas atividades, pois alega que não tem recursos, mas não apresenta documentos que sustentem suas alegações e ainda mantém um grande número de contratados na pasta da Educação, então é que resolvemos paralisar as atividades”, diz a professora Loecy, membro da diretoria do SINTET, órgão que representa os trabalhadores em educação.
Reunião com o Secretário da Educação
Após marcar, remarcar e deixar os professores esperando, finalmente o secretário de Educação convocou os professores para uma reunião que aconteceu na tarde desta segunda-feira, dia 14/05/2012 às 13h na Escola Municipal Professor Alfredo Nasser, onde apresentou um balanço financeiro da Secretaria da Educação justificando os gastos e alegando que os recursos eram insuficientes para atender a reposição salarial dos professores, só que fazendo uma rápida análise dos documentos pode-se constatar que muitas despesas apresentadas como sendo da Secretaria da Educação na verdade são descontos feitos diretamente do salário dos professores, portanto são despesas dos professores e não da prefeitura, tais como: empréstimo consignado, INSS, pensão alimentícia e Sintet.
Na reunião o Secretário, além de não convencer a categoria da falta de recursos ainda ameaçou a todos com o corte de pontos. "Será que estamos na ‘era da ditadura’ ou em plena democracia?” Questionam os professores que deixam a resposta a cargo do Poder Executivo Municipal.


